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sábado, 6 de novembro de 2010

A era do medo


Hoje quando cheguei na Unisinos, para a penúltima aula do meu curso de extensão, parei e observei a faculdade em si. Desde a primeira vez que coloquei meus pés lá, no dia do vestibular, eu me encantei pelo campus. Cheio de verde, e quando chega a primavera, as cores tomam conta do pátio.
Como estou numperíodo de transição, aprendendo a me despedir de algumas coisas para poder embarcar em uma nova etapa, lembrei do tema da redação do vestibular: o medo.
Ao encontrar o caderno de prova e reler o texto eu pensei de cara: "Pô, como eu consegui tirar uma nota tão alta com isso?". Claro, estamos em constante evolução, e a prática leva a perfeição. Desde então, tive diversas aulas que me mostraram como melhorar meu texto, e ainda terei inumeras lições sobre isso.
Mas o fato é que eu me encontro justamente neste ponto: o medo. Em determinada parte da minha redação escrevi o seguinte: "Talvez sintamos medo por estarmos presos a situações reais e pré-impostas pela sociedade." (...) "O fato é que o medo é algo que nos remete a incerteza."
Incerteza, a palavra chave do meu medo. Do medo dos meus amigos, parentes, conhecidos. Do medo da humanidade.
Embora eu esteja já entrando na vida adulta, já trabalhe, tenha responsabilidades e algumas contas a pagar, eu ainda me sinto uma menina. "Ainda vejo o mundo com os olhos de uma criança, que só quer brincar e não tanta reposta". Essa música é ótima. E retrata o que a maioria de nós sente ao chegar de frente pro mundo e tenha que se virar.
Desde criança até o final do Ensino Médio, o nosso objetivo é passar de ano. É com isso que nos preocupamos. Mas quando acaba? Quando você tem que viver a sua própria vida. E quando você talvz tenha que deixar a sua terra, seus costumes, o seu lugar, seus amigos e familiares e partir para uma aventura em busca de lugar ao sol?
Neste momento, vem à sua cabeça trilhões de dúvidas, de receios. E se não der certo? E se eu estiver disperdiçando uma oportunidade? E se...
A vida é cheia de "se".. E o medo, ai está ele, novamente, o medo pode ter o poder de nos paralisar. Confesso que tenho medo sim de deixar a casinha e comidinha da mamãe. Eu, veja você, justo eu que desde cedo sempre quis ser independente, ter meu próprio canto, correr atrás do que queria. Estou com medo neste instante.
Um mundo novo abre suas portas para mim. Eu posso escolher ficar paralisada, me esconder no meu quarto, escutar música, ficar twittando, ou escrevendo coisas no meu blog. Ou posso escolher construir a minha história. E levar em consideração todas as dificuldades, todas as possibilidades de fracasso ou sucesso. Não posso renegar o que mesma escrevi no final da minha redação "Talvez, a solução esteja em irmos à luta e encarar nossas fraquezas".