Foto: eu aos 6 meses de idade 
Restando um mês para meu aniversário de 19 anos, minha mãe, hoje, durante uma janta, resolveu pegar os albuns antigos e nessa onda de nostalgia, achei interessante dividir com vocês a minha história.

Restando um mês para meu aniversário de 19 anos, minha mãe, hoje, durante uma janta, resolveu pegar os albuns antigos e nessa onda de nostalgia, achei interessante dividir com vocês a minha história.
Aprendi, numas das primeiras materias que fiz na faculdade, que muitas vezes temos a matéria ao nosso lado, e hoje, eu me pautei.
Nasci em 1991, no dia 22 de Fevereiro. Uma sexta-feira a noite. Às 23:35. Numa noite de chuva. Minha mãe teve que se submeter ao parto de emergência, por que os médicos não escutavam mais as batidas do meu coração (já pensou a vida dela e do meu pai sem mim?!) (!).No sábado pela manhã, meu pai soltou foguetes, por ter agora, em seus braços, a sua filha tão desejada (não é falta de modestia, e a história dos fogos é verdadeira, foi na esquina do hospital, pra minha mãe escutar lá da cama onde estava em repouso).
Tenho os quatro avós (avô e avó maternos e avô e avó paternos). E estão vivos até hoje! Isso é uma alegria imensa. Eu digo hoje em dia, que meu vô pode até estar com problemas de saúde, mas de cabeça, é a pessoa mais sensata da família da minha mãe. A família do meu pai, eu não tinha tanto convivio quando criança, mas hoje em dia, eu gosto de aproveitar a calmaria da casa do Seu Leonardo e Dona Mônica. Minha vô paterna, está numa cadeira de rodas há anos (não sei exatamente quanto) e já não reconhece ninguém, não come sem ajuda e também não tem noção das necessidades. Meu vô teve que se tratar de um tumor no rim. Foi terrível pensar que talvez os almoços no dia dos pais, os quais sempre passo lá, teriam a falta do chefe da família. Lá é uma família grande, tenho 4 tios. Tenho primos de primeiro e segundo grau. Quando se juntam os poloneses, nossa! Que confusão! Mas eu adoro!
A família da minha mãe também é um pouco grande, não tanto quanto comparada as outras, mas grande o bastante pra ter confusões familiares. E eu me divirto. É um que fala do outro num canto, outro que fala do outro lá que falou do outro. Foto: minha mãe jovem.
Mas é a minha família. E família é assim mesmo. Tenho duas tias muito loucas. Uma é tão louca, que às vezes, parece ter a minha idade. Mas é divertido ter alguém que mesmo na casa dos trinta, e com um filho, continua jovem. Ela sempre me ajudou em tudo que precisei. Minha dinda, a outra irmã da minha mãe, é aquela coisa, segunda mãe. Assim como a minha vó que tá sempre paparicando a netinha. Meu vô, é uma coisa engraçada. Deve fazer em torno de uns 3 anos pra cá que nos aproximamos mais. Antigamente, eu tinha medo dele. Pois ele parecia ser brabo. Mas hoje em dia, nos divertimos e rimos muito das coisas, e até quando a minha vó xinga ele. Meu pai se chama Adão, e minha mãe, não, ela não se chama Eva, chama-se Fátima. E ela é braba. Meu pai é calmo. São dois pólos totalmente diferente.
Talvez eu seja injusta na maioria das vezes. Mas somos filhos. E ser adolescete, nunca foi fácil pra ninguém. Somos criança demais pra isso, mas adulto demais para aquilo. E brigas aconteceram e acontecem volta e meia. Mas é importante ressalvar que acima de tudo, eles nunca me deixaram faltar nada. Sempre fizer
am o máximo pra me deixar na situação mais confortável possível.
am o máximo pra me deixar na situação mais confortável possível. Foto: Eu no meu aniversário de 2 anos.
Eu tenho os melhores pais do mundo. E até acho injusto isso, por que cada um deveria ter os melhores pais do mundo, quer dizer, todos tem, só precisam se dar conta disso.
Ao pousar os olhos sobre duas imagens, uma do meu pai com uma turma de amigos, e outra em que ele está com o violão nas costas e conversando com uma amiga, tenham me remetido a uma saudade de tudo que passou. Essa é a minha história. Meus pais dividiram a história deles comigo.
E nessa viajem do túnel do tempo, me lembrei da minha infância. Os primeiros amigos. A minha Ceci Caloi rosa. Meu sonho da casinha na árvore. As tardes em que passava com a minha mãe (vale ressaltar que ela ficou 11 anos desempregada para ficar cuidando da minha educação). De todas as nvoelas que já olhei em Vale a pena ver denovo, o Vídeo Show, os amigos imaginários. Os desenhos: Cyber Cops, Power Rangers, Ursinhos carinhosos, Chaves, Os Flitsons, Fantástico mundo de Bob, Tv Colosso. Os programas como Disney Cruj, em que eu me imaginava apresentando o programa! (vai ver que foi dai o interesse pelo jornalismo). As músicas: Eliana, Angélica, Xuxa, Chiquititas, Sandy e Júnior, Mara Maravilha.
Eu acredito que eu tenha sido a última geração feliz. Talvez eu não tenha vivido a Disco, o Punk, o Rock ou o Hippie das décadas anteriores, mas eu vivi a minha década. A década do Senna. A explosão de Mamonas Assasinas. Que minha mãe não aprovava muito minha idolatria pelo grupo e até quase não acreditei quando me deram a noticia de que eles haviam morrido. Eu vi o início da Tecnologia, como o lançamento do Cd, do Nintendo 64 e a geração da Informática. A única coisa que eu sonhava, era que meus filhos tivessem a oportunidade de uma infância feliz e inocente como a minha. Como disse a um dos meus amigos essa semana "Acordar sábado de manhã e assistir Ursinhos Carinhosos era o máximo!"
Que nostalgia que me invadiu nessa noite. Será que envelhecer é isto? É olhar pra trás e sentir saudade das calças de cintura alta, de boca de sino? Das chiquinhas que minha mãe fazia em mim? Das inúmeras fotos que ela me enfiava no meio das flores para poder tirar? Dos abraços gostos e saudosos que dava no meu pai no final de cada expediente de trabalho quando ele chegava em casa? Do mundo imaginário e riquissimo das crianças? Será que é isto nosso propósito?
Mas é como diz a música: "Mas ainda enxergo o mundo com os olhos de criança que só quer brincar e não tanta resposta". Talvez, seja isto. Somos todos crianças. Apenas com responsabilidades de gente grande que tanto sonhamos em nos tornar um dia.
Foto: Meus pais e eu nos meus 15 anos. Música citada: "Lugar ao Sol" da Banda, Charlie Brown Jr.

