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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O nosso amor a gente inventa


Certo dia dessas, um amigo meu falou-me que parece que existem pessoas que pertencem a outras pessoas.
Naquele momento, eu não entendia o que ele falava, mas hoje sim, tudo é mais claro.

Certamente, quando nascemos, somos destinados a amar certo coração. Talvez não o coração certo. Isso é o mais complicado. E talvez seja este o grande problema dos relacionamentos. Muitas vezes não nos damos conta de que é aquela pessoa a qual eu sinto prazer em sentir seu cheiro, receber seu abraço, e sentir o sabor de seus lábios.
Aquela pessoa que faz você morrer de rir de cocegas, de falar besteiras e de ficar fazendo caretas. Aquela pessoa que te faz chorar de emoção ao assistir um filme romantico bem juntinho, ao se despedir e ao lhe fazer uma surpresa emocionante. Aquela pessoa que te faz sentir saudades. Que te faz cometer as maiores loucuras da tua vida.

AQUELA pessoa, nem sempre aparece explicitamente na tua frente, ou com um aviso preveo ou então escrito na testa "hey, eu sou AQUELA pessoa!"

Talvez seja necessário passar dias, semanas, meses ou até anos para que tomemos consciência. E talvez seja um pouco tarde. Ou não. O que é nosso nunca se vai, mas se você não fizer nem que seja o minimo esforço, ela se vai de verdade.

Então, não deixe ninguém escapar por entre seus dedos. E ame, ame loucamente. Ame exageradamente. Ame tudo!

sábado, 28 de novembro de 2009

Meu heróis morreram de overdose

Apresento a vocês dois gênios da música brasileira dos anos 80: Renato Russo e Cazuza. Ou, Renato Manfredini Júnior e Agenor de Miranda Araújo Neto.
Infelizmente, a maioria das pessoas têm uma visão errada sobre eles. Algunas ressaltam apenas que eram drogados, depressivo, bissexual.
A verdade é que Renato Russo como líder da legião Urbana, tendo vivido na Brasília de um regime militar sob as pressões da ditadura militar que sufocou os adolescentes durante duas décadas e Cazuza como líder do Barão Vermelho e em carreira solo posteriormente e também estava livrando-se das garras da repressão, foram os porta vozes da juventude brasileira.
Um fato curioso é que Renato Russo escreveu em 1974 uma música chamada "Que país é este?" onde passava as podridões da situação política no Brasil. E em 1984, quando lançou o LP com o mesmo título da canção, ele escreveu que não havia lançado a música por pensar que o Brasil poderia mudar, mas foi obrigado a admitir que a situação só piorava. Imagina então, o que ele escreveria hoje em dia?
Cazuza falou de política, como na música "Brasil", mas falou muito mais de amor. Canções como "Faz parte do meu show" , "Eu preciso dizer que te amo" e " Todo amor que houver nessa vida" foram espetaculares.
Não pode-se negar a facilidade de ambos para compôr. Muitas vezes Renato tinha hipnoses na hora de escrever letras. E cazuza, em questão de minutos, tinha um grande sucesso na mão.

Ao invés de ressaltar apenas, os "defeitos" pessoais, deveria-se aproveitar seus exemplos para a juventude que os idolatra. No meu caso, eu sei que não preciso de drogas para ficar legal. Eu sei que isso só os destruiu. Eu sei que a AIDS é uma doença maldita. E a depressão, muitas vezes não parte de nós.
Renato era hipersensivel. Renato era apaixonado. Não digo somente por outras pessoas, mas pelo mundo. Por que não acredito que alguem que ame o mundo não fique depressivo ao ver crianças passando fome. Ou ficar transtornado por que "eles não tem as respostas". Cazuza era um apaixonado de vida. Era o poeta exagerado. Era o menino alegre que se apaixonava por meninos e meninas.
O meu título de overdose não se refere a overdose de drogas, mas sim de amor, de paixão. E é essa overdose que eles transmitem aos seus fãs, e isso pode explicar a idolatria religiosa que Legião Urbana teve como retorno.
É lamentável pensar que eu, nos meus dezoito anos de vida, nunca poderei assistir a um show da Legião Urbana ou do Cazuza. Eu nem vivi na época deles. E isso é o ponto que mais me "atormenta". Não sei o que Renato pensaria hoje em dia. Nunca mais haverá canção nova. Nunca poderei ir ao show do Cazuza e ficar exageradamente apaixonada por um novo sucesso.
Talvez seja isso mesmo. Eles contribuiram para o mundo. Falaram coisas que todo mundo gostaria de falar. E exatamente falavam por não saber. Mas eles deixaram seu nome registrado numa história que certamente não seria a mesma coisa sem eles. Foi uma grande perda a morte prematura de ambos. Mas eles existirão dentro de cada fã enquanto houver uma canção que toque no coração de cada um.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aprendizados cotidianos


A vida é uma grande avenida. Por ela passam diriamente coisas que às vezes nem nos damos contas que passaram por nós. São pessoas, cheiros, sentimentos.
Nos últimos tempos, tenho aprendido a valorizar mais os momentos. Viver sem pensar no que há de vir. Viver somente o presente, sem pensar no futuro ou sofrer nostalgias com o passado. E o resultado são gargalhadas mais espôntaneas, passos de dança mais extrovertidos, boemias prolongadas, rodas de violões, horas e horas falando besteira com os amigos.
A arte de viver não é simplesmente correr o dia inteiro, atras de emprego, attras de grana, atrás de bens materiais. O que realmente vale nessa vida, está dentro de cada um: a alegria.
De que vale viver no stress, sob pressão e com pensamentos negativos? O máximo que tu vai conseguri é uma cara carrancuda, um problema de coração e afastar as pessoas que estão próximas de ti.
O bom da vida é viver prazerozamente tudo. Até a dor, até o sofrimento. Pois sem decepção, não há aprendizado.
Curta o dia de sol, ao invés de reclamar que está muito calor. Delicie-se com o seu livro. Coma muita besteira. Ria sem precisar de um motivo aparente. Chore. Escute a sua banda favorita. Descubra coisas novas. Estude. Grite. Corra. Tome um banho de chuva. Contemple o pôr do sol. Emocione-se com o amanhacer de mais um dia. Divirta-se com os amigos. Toque violão. Aprenda a fazer algo que goste. Escreva. Ande de skate. Ganhe uns tombos. E ao final do dia, deitado em sua cama pense em como é maravilhoso viver e aprender a viver.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O que aconteceu?


Hoje resolvi compartilhar com vocês uma poesia de minha autoria. Faz quase dois anos que escrevi, e achei interessante, talvez dividir com vocês esses pensamentos. Então, confere ai:
"Lá fora escuto gritos
Enquanto aqui dentro é paz
Talvez um dia você perceba
Nada mudou, nada
A história das nossas vidas,
O que aconteceu?
E se algum dia,
O dia chegar?
Daremos a mãos, morreremos em paz.
O príncipe então, entregará suas armas
A dama deixará seu belo manto
O fruto aflorescerá
E a mentira, podre será.
Do alto da montanha,
Bela paisagem
Do leito do rio, as flores
A morte é o fim
E o caminho, o incerto."

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Geração Malhação


Pessoal, passando a febre de "reflexões", volto às criticas. Hoje é sobre esse seriado que pelas minhas contas ja deve ter uns 14 anos.
Lembro pouquissimo das primeiras fases, pois nasci em 91. Mas depois que a Malhação passou por reformulações, o negócio teve picos de qualidade.
Geralmente colocam atores inexperientes (nada contra, eu poderia ser um deles) para viver protagonistas e acabam deixando a desejar. Muitas vezes atores e atrizes de papeis menores se dão muito melhor na atuação.
Mas essa ultima agora, que inventaram, pelo amor de Deus. Não sei o que o cara pensava. Mas tá terrível. Gente, que coisa forçada! Um dia, estava assistindo e uma das personagens chegou num visual bem atual e falou "Quando tu virar emo vai amara. Não vai querer outra coisa". Eu juro que procurei ate cansar um endereço de e-mail. Me senti na obrigação de entrar em contato com a produção do programa. Sem contar que alguns cenários estão precários. Tem uma atriz que coitada, parece que toda vez que está em cena fica pensando "o que estou fazendo aqui?".
Vejam que não é uma critica pessoal e muito menos ao programa.
Eu sinto saudade do Gigabyte, do Cabeção, da D. Vilma. Aquelas fases do Giga foram umas das melhores. Eu gosto realmente do seriado. Mas essa ultima não me agradou nem um pouco. Salvo, trilha sonora, que regravaram em um rock mais badalado grandes músicas dos anos 80. O que eu acho muito interessant para poder fazer isso chegar mais próximo dos jovens.
Só, por favor, Waddignton, não força.
Será a crise do folhetim?
Literalmente, aguardemos os próximos capítulos.

sábado, 14 de novembro de 2009

Relembrar é viver


Continuando a série de "sentimentos", hoje falo sobre as lembranças.
Lembrança é diferente de saudade. Lembrança tem trilha sonora, tem som, tem cheiro, tem gosto, tem risada, tem choro.
Lembrança é bom. Mas pode ser ruim. Depende do que se lembra. Lembrar alguém que já partiu, pode ser triste, mas ao mesmo tempo, pode ser lindo. Lindo por poder ter certeza de que aquela pessoa nao teve a vida em branco e foi sim, o mundo de alguém.
Lembrar uma música ou um momento pode dar aquele arrepio gostoso seguido de um sorriso leve no rosto. Lembrar aquela pessoa que tu viu no trem semana passada e talvez nunca mais veja, é uma sensação de euforia e expectativa.
Agora, lembrar de algo que ainda não viveu, é maravilhoso. Aquela sensação de "eu sei que há muita coisa por vir, e eu sinto uma saudade disso", é surreal. Poucas pessoas tem tato para isso. Portanto, se você é uma pessoa abençoada e tem essa sensação, curta. Pois nem todos podem ter esse prazer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sentimentos


Sentimentos. Eles podem surgir numa música, observando uma paisagem. Numa viajem, num dia de chuva. Um dia de praia ou uma noite de inverno. Os sentimentos vem e vão. São como uma montanha russa. Nos fazem sentir a adrenalina de emoção.
O amor é o sentimento mais apreciado do ser humano. Logo atrás vem o ódio. E depois, a saudade. Como a saudade é bela. Ela está ai para nos mostrar que estamos vivos e passando por ótimos momentos e conhecendo pessoas maravilhosas. O ódio vem logo atrás do amor por ele ser a aversão do mesmo. Tu só pode odiar alguém que tu ama muito. E o amor? "Quem inventou o amor, me explica por favor" (Renato Russo). Existem inúmeras poesias, textos, e mais uma carrada de explicações para o amor. Mas o amor é isso. É aquele calorzinho no coração. Não a tremedeira nem o frio na barriga, isso é paixão. O amor é manso, ele traz paz e serenidade para as pessoas. Amor tumultuado é difícil de se segurar. O amor é tu poder passar a tarde na companhia daquela pessoa, rindo, comendo brigadeiro de panela, olhando filme, dormir, conversar, rir, brincar, tocar violão, dançar.
Mas não falo apenas do amor entre homem x mulher, também dos amigos. A segunda família que escolhemos. E olha que para escolher amigo, tem que ter tato. Amigo é aquele. Aquele sentimos no primeiro contato que vai ser sempre verdadeiro.
Também as vezes me sinto inundada pelo desejo. O desejo é maravilhoso. Te faz viver as melhores experiências com a maior intensidade dessa vida. Sabe qual meu desejo? Viver pro mundo. Conhecer, experimentar, correr, rir, brincar. Me sinto uma criança quando estou no mundo aprendendo coisas novas.
E assim é o ser humano. Aprende a viver com sua montanha russa de sentimentos. As vezes traz lágrimas, as vezes sorrisos. Mas o importante mesmo, é sentir. Sentir, para sentir-se vivo.

domingo, 8 de novembro de 2009

Vipássana


Um dos trabalhos desse semestre era organizar um seminário em cima de um capitulo do livro "O olho da Rua" da Jornalista Eliane Brum.O meu grupo foi contemplado com o título "O inimigo sou eu". Devo confessar que não estava nem um pouco afim de ler. Logo pensei que se tratava de alguém que tinha problemas psicológicos. Mas quando minha colega falou pra ler que era muito bom, despertou minha vontade e resolvi ler. Ao contrário do que imaginava, o texto retratava um retiro de meditação Vipássana, ao qual a jornalista se submeteu.
O texto traz pontos que podemos levar pra nossas vidas. Por isso, resolvi dividir com vocês que acompanham o blog.
Tem um trecho que diz o seguinte: "O que nos faz sofrer é o apego. Na vida, o apego se manifesta por uma reação de cobiça ou aversão. Queremos continuar sentindo o que nos dá prazer e não aceitamos sentir o que nos causa algum tipo de dor. Se aprendermos a arte do desapego, a fonte de sofrimento se estanca. Para isso, precisamos compreender que a vide é permanência. Que nada dura, nem o prazer nem a dor." (...) "A verdadeira felicidade, segundo a vipássana, é a paz interior conquistada pela consciência de que não podemos controlar nem o mundo nem os outros, mas podemos controlar como vamos lidar com o mundo e com os outros."

No mundo atual, queremos tudo muito rápido. Informações rápidas, ações rápidas. Queremos correr e ser os primeiros. E nesse sistema acabamos perdendo o que há de mais precioso: viver. Podemos viver no piloto automático e nos apegar as sensações. Por que sofremos tanto quando acaba um relacionamento? Porque nos apegamos à sensação de prazer que aquela pessoa nos proporciona. E ai, quando solteira, a pessoa sai pra balada, beija dez numa mesma noite por que aquilo lhe remete a sensação de prazer que ela tem. E nisso, pessoas são magoadas por culpa da nossa ignorância.
Devemos aprender a apreciar cada minuto vivido, com a maior intensidade que você pode colocar. Estamos aqui de passagem. Então, de que vale morrer e não ter vivido?