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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hipocrisia tem preço

Na última semana, tive a certeza de que os Estados Unidos são um país pobre. Sim, a pobreza de espírito das pessoas é algo que me assusta.
Assistia eu, a uma reportagem, tarde da noite, que falava sobre o apoio de Chicago a candidatura do Rio de Janeiro a sede das Olimpiadas de 2016.
Acontece, que os carinhas lá, abriram mão de seu super ego de não sediar os Jogos, por, adivinhe, quetões financeiras.
No site criado para dar apoio ao Rio, tem um quadro que apresenta a divida de Chicago e do Rio de Janeiro. Onde a de Chigado chega a alguns bilhóes, enquanto a do Rio aparece zerada. Logo abaixo ao quadro, há uma explicação: "Se você é de Chicago, a dívida do Rio de Janeiro não importa".
Eu tive vontade de pegar um avião, e promover outro ataque terrorista. Hipocrisia começou a ganhar valores numéricos agora.
Chego eu a conclusão mais óbvia, quando o mundo começar a acabar, os Estados Unidos serão o primeiro país a se destruir. E não será injustiça.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ela só quer pensar em coisas mais normais


Ela levantou rapidamente. Escancarou todas janelas da casa. Seu coração gritava "Bom dia" aos quatro ventos. Saiu para o pátio, encarou o sol, e por instantes teve aquela cegueira. Ria sozinha.
Eram raros os dias alegres.
Por vezes, sentia-se preenchida por aquela felicidade instanea quando ouvia uma musica, assistia um filme ou comia algo de que gostava. Ela se considerava uma menina bem estranha. Mas era normal. Apenas, às vezes, pensava não ter toda sorte do mundo. Ou até, procurava ter bons motivos, bons o suficiente, para sorrir de graça.
Era uma menina de sorte. Tinha tudo que sempre quizera ter. Tinha o namorado mais cobiçado, não só pela beleza, mas pela pessoa que era também. Tinha os pais mais atenciosos do mundo. Estudava o que sempre quizera. Mas, sempre sentia um vazio dentro de si. As vezes, uma saudade de algo desconhecido.
Não trabalhava. Não por não ter vontade, mas por realmente a situação estar dificil hoje em dia. Tinha vezes em que pensava entrar na política. Sim, ela era incomodada com a injustiça social. Queria ser presidente, pra por fim às injustiças, punir os politicos filhos da puta que roubavam dinheiro publico. Mas depois todo o sonho se esvaia. Sabia muito bem que aquilo seria um tanto quanto impossivel.
Preferia, não pensar. Somente naquele dia, somente naquele instante, preferia não pensar. Não pensaria em problemas, em contas, em injustiças, em nada. Queria aproveitar, mesmo que por pouquissimos minutos aquela paz que ela tanto procurava. Queria aproveitar o dia de sol antes que a p´roxima chuva inundasse seu pequeno mundo.