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domingo, 22 de março de 2009

O tipo comum



Por muito tempo eu não entendia o que as garotas e algumas mulheres achavam de interessante em um cara bonitão, ou um musculoso, ou aquele loiro de olhos azuis ou verdes. Naquele de cabelo normalzinho, penteado cuidadosamente todas as manhãs. Naquele de roupa social, barba feita, relógio social no pulso. Ou então, naquele playboy que vai todo arrumado, tem carro, usa roupa de marca e vive na balada pegando várias piriguetes. Enfim, não me interessava pelo tipo comum.
Realmente, este não é meu gosto. Não curto cara saradão ou playboy. Aliás, pra mim a imagem de uma pessoa não significa nada. O que realmente importa são as idéia, os sentimentos e a visão da pessoa de interpretar situações do cotidiano e a capacidade de enfrentar o mundo.
Eu sempre curtia os carinhas que não eram populares e que as minhas amigas não ficavam babando. E isso era involuntário. Eu curto o estilo próprio, por que quem segue uma tendência e uma "linha de montagem" de vestuário, me desculpe, mas é apenas mais um alienado. Quem tem corgame de colocar a cara a tapa, mostrar seu próprio estilo, é alguém de personalidade.
Meu gosto sempre foi pra skatista, roqueiro. Sabe aqueles garotos de bermudão largão? Com piercings, camisetão, boné? Pois é, eram os que me atraiam. Mas eu nunca tinha sorte de conhecer alguém assim. E sempre acabava andando com os "alienados da moda". Mas nada contra, eram pessoas legais. Mas não me atraiam.
Nunca deixei de achar bonito os caras que citei no primeiro paragrafo, mas achar bonito é uma coisa, sentir-se atraída é outra.
Quando eu achei alguém que correspondesse às minhas espectativas me senti realizada. Parece que me sinto satisfeita. Posso ser como sou. Não só pelo estilo, mas também, por que é alguem com uma visão de mundo parecida com a minha, é uma pessoa que valoriza cada ser, cada amizade. Que não tem medo de ser quem é realmente. É o tipo certo, pra mim pelo menos.

quarta-feira, 11 de março de 2009

CAMPANHA VAMOS FAZER UM FILME

Caros Legionários, é o seguinte:

Nós estamos engajados na campanha em prol da cessão dos direitos autorais da Legião Urbana por parte da copyright, responsável pela parte do Renato Russo.
Queremos a produção dos projetos:

Dezesseis - curta metragem
Faroeste Caboclo - longa metragem
e Eduardo e Mônica - longa metragem

Estes projetos eu coloquei ai, por ter visto já em reportagens as idéias, e que não foram realizados por culpa da parte burocratica em volta do direitos do Renato. O Dezesseis, é um projeto meu. Que também não recebeu os direitos.
Mas a sétima arte não era o plano de futuro trabalho do Renato? Então, se ele estivesse vido certamente nos cediria.
Vamos unir força, Legionários!

A idéia é mandar cartas e e-mails para a copyrights:

Endereço para cartas:
Copyrights Consultoria Ltda.
Rua São José 40 - 10 andar - Centro
20010-020 - Rio de Janeiro - RJ

Endereço para e-mails:
e-mail: copy@copyrights.com.br

OMNIA VINCIT!

quinta-feira, 5 de março de 2009

120


120 minutos de pura risada e emoção.
Bailei na Curva é um espetáculo e tanto. E com atores sensacionais, que fazem o texto ser mais gostoso para ser assimilado pelo espectador, tudo fica no pacote de um bom espetaculo.
O ambiente do Theatro São Pedro já nos remete a um ambiente de que o "espetáculo vai começar" literalmente. Eu, pessoalmente, me sinto muito à vontade quando entro lá.
O texto é excelente. Talvez um dos melhores textos dramaturgicos tão rico na relatação dos anos 60,70 e 80. E ao mesmo tempo que fala em história, golpe militar e ditadura, nos traz temas sociais de cada época.
A dramatização é maravilhosa. É bom assistir a uma peça onde os atores se entregam verdadeiramente. E o grupo nos passou isto.
Com certeza, Bailei na Curva merece um gracioso bis. Vale a pena conferir.

Um dia quem sabe

É dificil assimilar a idéia de que uma garota que mais geme do que canta, é desafinada ao fazer improvisos ao vivo e não conhece Reginaldo Rossi e Vando esteja ganhando espaço no cenário fonográfico brasileiro.
Sim, estou falando da Malu Magalhães.
Eu via entrevistas dela em revistas, olhava por cima as matérias. Para mim era apenas mais um golpe de mídia. Não havia nada de novidade. Quantas bandas fizeram seu sucesso através da internet.
Em um dos raros sábados que fiquei em casa, deixei a televisão ligada no programa Altas Horas. E estava pouco prestando atenção. Foi quando ouvi o Serginho anunciando a tal da Malu. Eu nem tinha parado ainda para ouvi-la, então, resolvi dar uma chance pra garota.
Primeira decepção: é estranho músico brasileiro ficar compondo em inglês. Fazer uma ou duas músicas até vai, ou fazer um cover. Mas músico brasileiro tem que mostrar produto nacional. Se ela tem tanto talento assim, que ambientalize o folk num tom brasileiro.
Segunda decepção: a pronúncia do inglês dela.
Terceira decepção: não conhece Reginaldo Rossi e Vando. A primeira coisa, ou melhor, a principal caracteristica do músico tm que se ro ecletismo e conhecer os grandes nomes da música. Pra ser artista, independente de ser músico ou não, tem que se conhecer o mínimo de arte possível. No mesmo programa o ator Vagner Moura estava lá se apresentando com sua banda. Ele convidou ela pra improvisar. Além de desafinar, ela disse com a maior inocência que não conhecia o Vando.
Quarta decepção: Ela desafina em improvisos. Sem contar que ela não pegava o tempo da música.
Quinta decepção: Ela tem 16 anos. Gravou o primeiro CD. Quando perguntada pelo Serginho no mesmo programa, sobre qual foi a melhor coisa pra ela em 2008, ela deixa um grande espaço silencioso. O Serginho vendo a "breve" pausa, pergunta se foi o CD, e ela responde que não, que havia sido perder o medo de avião! Gente, se eu gravasse um CD, e tivesse um espaço na midia, com certeza seria esta a minha resposta, com certeza.
Nas propagandas da MTV eles colocam Malu guela abaixo dos telespectadores.
A midia deveria abrir espaço para bandas que vem para mostrar o produto nacional que necessitamos.
Não vejam a critica como um ataque pessoal à Malu. É um critica contra a midia, que só pensa em ganhar dinheiro, não pensando num preparo profissional ou até mesmo pessoal. Malu pode vir a se tornar uma cantora um dia. Um dia quem sabe.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Canibalismo no Capitalismo

Cinco de fevereiro de 2009.
Saí cedo pela manhã de Guaiba com destino à Porto Alegre. Infelizmente, os veículos coletivos de Guaiba para POA vão sempre lotados pela manhã. E a gente é obrigado a pagar um preço exorbitante para passar pela ponte. Bem, este é um assunto que rende mais uma crítica, mas não entra tanto no contexto desta.
Como disse anteriormente, fui cedo para POA para comprar os ingressos de uma peça que desejava ver e também tratar de um outro assunsto.
Pois bem, cheguei e tive que fazer tempo. Mesmo que eu adore a capital gaúcha, andar por aquela loucura do centro me tira do sério. Chegando lá descobri que precisaria de mais coisas, como dinheiro. Liguei para o meu namorado e combinei de passar no serviço dele.
Fiz uma longa caminhada; do Mercao Público até a Avenida Farrapos. Mas tudo bem. Estava tudo bem. Mal sabia eu que estava entrando numa viagem para o caos.
Ir até o trabalho do meu querido companheiro não teve problemas.
Uma coisa até me fez rir: quando estava dentro do ônibus olhei um pouco para a frente, uma faixa enorme dizia: Inauguração dia 5 de fevereiro. Era a inauguração do Carrefour na Avenida Sertório. Olhei para a esquina que ficava na quadra anterior e vi garotas com bandeira do BIG. Certamente, naquele momento, mas somente naquele momento, foi engraçado. As duas multinacionais se enfrentando, uma em frente a outra. Pra mim, aquilo era inusitado.
Pobre mortal inocente que eu sou.
Cheguei ao meu destino, peguei o que precisava e fui pegar o ônibus de volta para o centro de POA. Entrei pensando que seria tranquilo, assim como havia sido antes. Doce ilusão.
O congestionamento em que entrei era quilométrico. Embarquei no ônibus era 9:40 da manhã e cheguei no centro quase 11:00. Numa viajem que não deveria demorar mais que 30 min num dia muito movimentado. CAOS completo. Houve momentos em que o trânsito parou totalmente.
E eu me pergunto: por quê? O que havia de tão interessante numa coisa ridícula daquelas? Mercado é sempre mercado.
Quando o ônibus chegou novamente próximo aos mercados, virei para o BIG. O estacionamento não tinha lugar nem para uma mosca. E no Carrefour, um entra e sai frenético.
Esta situação me fez refletir sobre dois aspectos: o caos do canibalismo no capitalismo e o comportamento das pessoas do ônibus e dos consumidores.
Sobre as pessoas pude perceber que o comportamento delas não fugia do padrão: estrassadas e enlouquecidas e muitas poucas passivas. Um deles quetionou: Cadê a EPTC? Realmente, como uma cidade do porte de Porto Alegre não se organiza? Havia pessoas indo trabalhar e perdera, horas em meio a bagunça.
Sobre os consumistas, foi uma cena ridicula. Eles se renderam aos tentaculos invisiveis que o capitalismo tem e nos corrompe. O que acabou gerando uma série de conflitos entre os alienados e não alienados.
Sobre o capitalismo , essa coisa ridicula do ser humano onde tudo gira em torno dos cartões de crédito, eu consegui ficar ainda mais surpresa.
Liguei às 20:00 paa o Luis, perguntei se ele já estava chegando. E ele indignado: Não, estou trancado na Sertório. Desliguei e liguei uma hora depois: E ai, já conseguiu sair de POA? e ele: Não, onibus nem saiu do lugar ainda. Fiquei apavorada. Pois, não estou acostumada com este canibalismo ridiculo. Capitalismo é o que há d epodre na sociedade.
Não desejo parecer hipócrita. Eu defendo os meus bens conquistados com meu esforço, com o dinheiro que conquistei com o trabalhado assalariado e que gasto no ciclo do capitalismo. Também não deixo de achar que uma certa segurança financeira cai bem. Mas cairia melhor se o mercado não explorasse a sociedade. E melhor ainda, se fosse as mesmas oportunidades para todas as pessoas, onde o dinheiro não ficasse acumulado nas mãos de poucos favorecidos. Mas também, não acredito no socialismo. Ainda espero o dia em que a sociedade apareça com uma nova politica de mercado.
O caso deste inesquecivel dia foi a experiencia que mais abriu os olhos de quem ainda os fexa para o sistema. E ainda quero descobrir o que há de demais numa inauguração de um mercado.

domingo, 1 de março de 2009

Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado

Mais um ano se iniciou. O verão, as férias e aquela função que eles fazem antecedendo o carnaval.
Mal começa janeiro e eles ficam colocando aqueles vt's na programação. Tudo bem. Até que é um pouco suportável.
Quando começa fevereiro, o carnaval começa a dominar aquela caixa de transmissão analógica. Pra quem passa a maior parte das férias em casa naquela ociosidade, aquilo é um tormento. Se você não curtir o carnaval assim como eu, é claro.
Na semana que antecede a comemoração, aí sim que o carnaval torna-se um evento torturante. Telejornais mostrando e falando sobre o carnaval o tempo todo.
A partir da sexta-feira pode-se desligar a televisão e fugir do país.
O que mais me indigna na história toda é que quando se começa o carnaval, nada mais acontece no mundo a fora e no país. Até parece que vivemos num país onde não há violência. O caos da saúde pública não existe. E o pior de tudo foi terem deixado a entrega do Oscar ter passado em branco.
E é por isto que o Brasil não é o país desenvolvido que ele pode e tem capacidade de ser. Uma nação que para na sexta-feira e só volta ao trabalho na quarta-feira não pode ser nem d elonge um país de primeiro mundo.
Aí, na quarta-feira de cinzas como se fosse mágica, as notícias reaparecem.
Mas vamos lá brasileiros. Vamos colocar a mulher nua na rua. Vamos nos desvalorizar em picaretas. Vamos beber e fazer sexo com uma pessoa diferente de sexta à terça-feira.
Comemorem! Mas não se esqueçam das pessoas mortas por falta de hospitais. A estupidez. A arrogância. A incompreensão. Os mortos nas estradas. A violência. E a soberba e luxúria.
Infelizmente pra vocês na quarta-feira a fantasia acaba. Felizmente pra mim, a esperança renasce.