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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Amigos vão sem se despedir

     Hola! Que tal?
     Certamente isto não vai se igualar a um desabafo feito a um amigo. Mas talvez seja a verdade transcrita que alguém precise ouvir.
     Toquei na palavra chave da idéia inicial deste texto: Amigos.
     Lembro-me que há um ano atrás, eu estava sentada em volta de amigos. E achava aquilo o máximo! "Eu tenho os melhores amigos do mundo. Sou amiga de todas as pessoas que as outros querem ser amigos". Santa inocência.
     No primeiro trimestre de 2008, descobri que a realidade estava mais presente do que imaginava. Vi meus amigos se auto destruirem, e na visão deles, tudo aquilo era maravilhoso. Não vai dar em nada. Medíocres eles, pensando que se destruir aos poucos, não vai resultar em algo grande daqui um tempo.
     Na metade do ano, expandi meus horizontes. Comecei a pensar no futuro: qual faculdade prestarei vestibular? O que vou fazer no ano seguinte? E mais outras perguntas fazia a mim mesma diariamente. E os meus amigos? Estavam vivendo a utopia deles.
     Foi neste tempo que descobri pessoas mais interessantes, comecei a me relacionar com outro patamar. As saidas para as baladas, onde pegava 3 na mesma noite já não faziam mais sentido.
     Aliás, hoje eu me pergunto: o que eu ganhei saindo todas aquelas noties? O que eu ganhei beijando todas aquelas bocas desconhecidas? Mas infelizmente maturidade vem só com o tempo. Certamente se não tivesse feito tudo isto, hoje não saberia metade das coisas que aprendi.
     Conheci alguém que mudou minha visão de ver o mundo. Depois de tempos, alguém conseguiu mexer comigo. Eu arrisquei conhecer este novo mundo que ele me proporcionava, e valeu a pena. Dizem que a paixão e o amor são cegos, no meu caso, eles abriram meus olhos. Reviraram meu mundo sim. Mas reviraram pra melhor. Me fizeram descobrir coisas ignoradas por mim. 
      Estava acabando o ano. Eu estava aflita com o vestibular. Meus amigos? Estavam aflitos pra conseguirem respirar em meio ao pavor da reprovação. E eu tive um grande choque nesta ocasião: estas pessoas não respondem mais ao o que eu penso. 
     Não deixei de cumprimentar. E não vou mentir, sinto saudade. Saudade das conversas jogadas fora. Eu me diverti tanto com aquelas pessoas. Não estou aqui para julgá-los e dizer qe não tem futuro, que isso ou aquilo. Afinal, não nasci para ser juíza da vida de ninguém. E me dói vê-los e ver que já não faço mais parte da vida deles como fazia antes.
Eles foram uma coisa boa que passou. Hoje estou vivendo outra expectativa de vida.
     Depois de tanta mediocridade, fofoca, mentira, e babaquices, eu decidi o que quero da minha vida. E é por isto que vou viver.
     Quanto aos outros, tomara que descubram seu caminho e que não seja tarde demais.